Trekking pela primeira vez

Viagem pelo Mundo, Viagem Longo Prazo, Mochileiros, Sabático, Primeiro Trekking, Longa Caminhada

VOCÊ já fez trekking alguma vez na vida? Eu sempre falo na viravolta… Toda vez que você viajar tente fazer algo que você nunca fez antes! Isso porque toda vez que tentamos algo novo saímos da nossa zona de conforto, desenvolvemos novas habilidades e fazemos novas descobertas. E esse é o grande combustível da vida: aprender!

Me lembro como se fosse hoje, quando durante a minha Volta ao Mundo, fiz meu primeiro trekking no Nepal, na montanha de Annapurna. Eram 3 dias de caminhada. Pra mim e pro Alexis, que nunca tínhamos feito nada, parecia um desafio quase impossível. Como sou grata por ter me permitido viver aquilo! Quando vi a majestosa montanha de perto só queria abraçar. Me dei conta de como o mundo é grande e nós somos pequenininhos. Aquela experiência mudou minha forma de viajar e agora quando passa uma montanha na minha frente eu quero subir!

E foi pra incentivar mais pessoas a pensarem nessa possibilidade de fazer um trekking que eu chamei a Michele Hohgraefe, do Mixi por el mundo,  que já está viajando pelo mundo há 1 ano e 5 meses, visitando mais de 20 países, e viveu seu primeiro trekking em Myanmar.

Texto por Michele Hohgraefe

Desde que a Carol iniciou sua viagem pelo mundo, em 2010, fiquei com uma pulga atrás da orelha pensando sobre viver essa mesma experiência. Em determinado momento comecei a guardar dinheiro extra às minhas economias normais para talvez um dia realizar esse sonho.

Em 2017, eu que já trabalhava há 16 anos na mesma empresa, estava no México quando percebi que o meu trabalho já não me fazia feliz e foi então que tomei a decisão de que havia chegado o momento de fazer a minha viagem de volta ao mundo. Afinal, se eu não fizesse agora talvez eu não faria mais.

Parti então para uma viagem de um ano e meio em busca de autodescobrimento.

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Quando eu estava viajando por Laos conheci a Cinzia, uma italiana que vivia em Mianmar, um país que a princípio não estava em meus planos conhecer mesmo sendo um lugar recomendado pelos que já haviam passado por lá.

Após uma amiga viajante insistir que eu deveria ir porque iria amar, mudei de ideia e decidi ir encontrar a Cinzia no Mianmar, o que foi a melhor coisa que podia ter acontecido porque ela me presenteou com um roteiro completo por duas semanas por lá, incluindo o trekking de três dias de Kalaw a Inle Lake.

Confesso que eu não tinha muita vontade de fazer o trekking. Eu achava que caminhar muitos quilômetros em um único dia fosse muito chato, cansativo e pesado.

Tive que pensar muito a respeito… Se eu faria o trekking, se seria de apenas um dia, se eu iria conseguir, enfim, vários medos e limitações invadiram a minha cabeça. Mas daí cheguei a conclusão de que essa viagem era justamente para isso: me DESAFIAR e me tirar da ZONA DE CONFORTO e se eu não o fizer agora, quando iria fazer?

Decidi então, se é para fazê-lo farei o trekking mais difícil com 3 dias e 2 noites. E foi a melhor decisão que podia ter tomado.

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Foram 60 km aproximadamente de caminhada. Éramos 5 pessoas considerando a nossa guia local. Vimos paisagens lindas e muito diferentes. Uma hora plantação de chá, na outra de gengibre, vacas, touros, porcos, camponeses e camponesas arando a terra e trabalhando tranquilamente em sua vida bucólica.

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Conhecemos pessoas que com a sua simplicidade nos ensinaram muito em pouco tempo. Nos hospedamos em casas de locais e essa foi a melhor parte da experiência. Comemos a comida caseira mais simples e deliciosa nestes lugares. Dormimos no chão, em colchão de palha, tomamos banho a céu aberto, em tapumes de cimento, com balde e caneca mesmo. Não lavei meu cabelo por 2 dias e mesmo assim estava tudo bem.

Fomos uma equipe durante toda a caminhada. Conversamos muito para passar o tempo, tivemos momentos onde escutamos música, outros de muito silêncio, de muita introspecção e paz junto à natureza. Nos motivamos e nos superamos a cada quilômetro percorrido.

Ah e para não passar batido, colecionei não apenas momentos e aprendizados, mas também três bolhas no pé.

E no final aquilo que eu pensava que seria muito difícil e cansativo resultou numa experiencia linda e muito prazerosa. Meu maior aprendizado com esta experiência foi que nunca saberemos de verdade como algo é até experimentarmos a gente mesmo. Podemos avaliar baseados em opiniões alheias, julgarmos, ter ideias pré-concebidas, mas somente poderemos dar o nosso parecer após passarmos pela experiência.

Porque não tentar sair da nossa zona de conforto de vez em quando e nos desafiar a vivenciar coisas diferentes? Que nos tragam novas emoções, prazeres e até mesmo medos, porque eu prefiro me sentir viva todos os dias a me contentar com uma vida a qual eu goste mais ou menos.

Dica para fazer esse mesmo trekking:

Em Mianmar, viaje de ônibus ou de van até Kalaw (uma cidade super pequena) e lá mesmo contrate o seu tour/trekking. Eu fiz com o Tio Sam (Uncle Sam), empresa bastante conhecida na cidade e achei barato para tudo que oferecia – guia, 2 noites de estadia e comida.

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MICHELE HOHGRAEFE

Administradora por profissão e viajante por opção, escreve sobre suas vivências e aprendizados em diferentes culturas ao redor do mundo. Conheça mais: Instagram.

Assim como aconteceu com a Michele e comigo, essa sensação de que é muito difícil, de que não vamos conseguir, não vamos gostar… É comum sempre que nos depararmos com o desconhecido. Mas eu garanto que a gratidão por realizar algo novo pode sempre nos surpreender. Vai que dá!

Créditos fotos: Michele Hohgraefe

 

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Carol Fernandes

IDEALIZADORA

Uma virginiana certinha da pá virada, que virou de vez depois de viajar o mundo e decidiu que só ia fazer o bem. Criou a ViraVolta porque acredita que viajar o mundo transforma as pessoas e as pessoas transformam o mundo. Não escreve rebuscado, poético ou certinho, mas fala com a alma e o coração.

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